Peixe ou carne? 5 principais erros nutricionais

No Brasil, 30% das mortes por ataques cardíacos, derrames e doenças vasculares são devidas à desnutrição.

30% das mortes por doenças do sistema cardiovascular devido à comida é um número muito alto. Para comparação: na Europa Ocidental é a metade – 14,2%.

Na Europa Central, esse número também é menor – 25,9%. Na Europa Oriental, nós olhamos melhor do que a maioria dos outros países (ver infográficos). Apenas a Estônia é melhor que nós – 28,3%. E o pior de tudo na Ucrânia – 38,2%. E não é que eles comam muita gordura com colesterol.

Geografia “dietética”

De onde vem essa informação? Recentemente, um grande estudo foi publicado no European Journal of Epidemiology (Quitoplan emagrece). Um grande grupo de cientistas analisou a relação de nutrição e mortalidade cardiovascular em 51 países entre 1990 e 2016. A análise incluiu toda a Europa, Turquia, Israel e todos os estados que foram formados após o colapso da URSS. Dos 12 fatores nutricionais que afetam doenças do coração e vasos sanguíneos, os cientistas identificaram 5 principais (veja a tabela).

5 principais erros nutricionais

  • Pouco comer produtos integrais
  • Comer poucas nozes
  • Coma pouca fruta
  • Muito sal (sódio)
  • A falta de ômega-3 ácidos

De acordo com os dados de 2016, 2,1 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares associadas à desnutrição nesses países, incluindo 900 mil pessoas na UE e 600 mil no Brasil. dado ao nosso país. Por exemplo, descreve-se um fenômeno como a “revolução cardiovascular russa” – um declínio acentuado da mortalidade no país por ataques cardíacos e derrames em 2000–2010. Estes foram anos prósperos e obesos, quando os custos de assistência médica aumentaram, eles começaram a fazer mais operações para doenças cardíacas e as pessoas não economizavam em alimentos.

Em particular, os cientistas prestam atenção ao “fator frutífero”. Seu consumo no campo aumentou de 26,6 kg por ano por pessoa para 39 kg, e na cidade de 44,3 para 50,8. Os cálculos mostraram que isso afetou seriamente a mortalidade nesses anos. E esta é outra razão para corrigir a sua dieta – é útil comer 200–300 g de fruta por dia e, principalmente, fresca.

Outra observação interessante. Quando nos anos 90 na Polônia, na República Tcheca e nas antigas repúblicas bálticas, eles mudaram do óleo de girassol para o óleo de colza, a taxa de mortalidade por doenças cardíacas e vasculares caiu drasticamente. Há ácido ômega-3 (ácido alfa-linoleico) que protege os vasos nesse óleo, mas não no óleo de girassol.

Outra conclusão interessante: se compararmos o Brasil com os países e estados mais prósperos situados nas margens do Mar Mediterrâneo ou do Mar Báltico, então a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares associadas à nutrição é 2 a 3 vezes maior. A razão é bastante óbvia: em comparação com eles comemos muito pouco peixe. Nós não desenvolvemos uma cultura de seu consumo regular, e uma tentativa de fazer isso com a ajuda do dia do peixe na quinta-feira foi esquecida. E o fator mais importante é o preço: o peixe se tornou mais caro que a carne. Mas talvez um efeito protetor tão convincente do “fator peixe” no coração e nos vasos sanguíneos de muitos os force a reconsiderar sua atitude em relação a ele. E as promessas de estadistas de longo prazo de tornar o peixe acessível a cidadãos comuns, e não a negociantes de países costeiros, adquirem um novo significado – isso é uma questão de vida ou morte para as pessoas.